O receio, e a realidade
O receio mais frequente é o conflito com o colega anterior: o medo de que retenha os documentos, que arraste o processo, que leve a mal.
Na prática, a mudança de contabilista certificado é um procedimento corrente e enquadrado pela deontologia da profissão. Os gabinetes tratam disto entre si várias vezes por ano. Não tem de gerir essa conversa.
O que lhe deve ser entregue
| Elemento | Porque é importante |
|---|---|
| Balancetes e razão | Retoma dos saldos de abertura |
| Declarações entregues | Verificar que não falta nenhuma |
| Ficheiros SAF-T | Reconstituir o histórico de faturação |
| Documentos de suporte | Pertencem-lhe |
| Acesso ao software de faturação | Continuidade da atividade |
Estes elementos são seus, não do gabinete.
O que verificamos antes de começar
É este o verdadeiro tema, e raramente é abordado. Antes de assumir um processo, olhamos para:
- as declarações em falta — IVA, IRS, Modelo 22, IES, Modelo 30;
- a situação perante as Finanças — dívidas, planos de pagamento em curso;
- a situação perante a Segurança Social;
- a coerência dos saldos transitados do exercício anterior.
Se existir alguma irregularidade, dizemos-lhe antes de assinar, não três meses depois. Um processo com declarações em atraso regulariza-se, mas é melhor saber o que se está a assumir.
Quando fazer a mudança
Não há data imposta: a mudança é possível a qualquer momento.
Dito isto, uma transição no início do exercício simplifica o encerramento e evita repartir a responsabilidade de um ano por dois gabinetes. Se a situação atual não lhe serve, não é razão para esperar por janeiro.
Na prática, na EA Contabilidade
Contactamos o gabinete anterior, recuperamos os elementos, tratamos da alteração de inscrição junto da Autoridade Tributária e retomamos os saldos. Tudo incluído nos honorários mensais, sem custo de adesão.